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sexta-feira, março 23, 2012

domingo, março 18, 2012

Amizade






















Todas as pessoas sonham em ter alguém que as compreenda sem ser preciso falar, que se falem apenas olhando nos olhos, que só a simples presença ou apenas o ouvir a voz dessa pessoa as faça sentir melhor, e posso dizer, sem sombra de dúvida, que estas duas eram assim.































Como é possível que disto sobre apenas a indiferença agora? Ou melhor, como é possível que alguém escreva algo assim e no final não passem apenas de palavras, sem sentido, sem significado, apenas vazias?

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Vida e Morte


Já me tinham dito que nada na vida é garantido, mas uma pessoa só se apercebe da veracidade dessas palavras quando algo lhe acontece.
Perder uma pessoa importante, uma parte de nós, é horrendo... Ainda pior se for para nos proteger.
Quem me dera que aquele volvo nunca tivesse aparecido ou que nós nao estivéssemos lá na hora errada. Que eu não tivesse colocado um pé fora do passeio e ele não me tivesse tirado do caminho. Que neste exacto momento eu não me encontrasse rodeada de beeps. Beeps esses fracos, débeis, lentos e moncordicos. Beeps que provem do coração dele.
Os médicos dão-lhe poucas semanas de vida, horas talvez. Mas eu acredito. Acredito que ele é forte, acredito que não me vai abandonar...
Os beeps tornam-se mais fortes. As minhas preces foram ouvidas. Ele vai voltar. Vai-me abraçar, vai-me dizer que tud não passou de um pesadelo, que está optimo e sempre aqui para mim.
Agora estou rodeada do silêncio. O Beep recomeça. Constante, sem pausas. Fico à espera.
Sinto uma mão no meu ombro. Olho para trás mas nã vejo ninguém. Oiço no meu ouvido um “Nunca te vou esquecer”. E percebo o significado daquele beep... Era... Oiço um bebé a chorar no fundo do corredor.

Lembrei-me... Nunca lhe disse o quanto o amava.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Perder a esperança


Um dia mandei-te uma mensagem... E só três dias depois é que me respondeste. Pediste desculpa pela demora e eu respondi-te que já não estava à espera de obter alguma resposta tua. Ficaste ofendido comigo e  disseste que eu perdi a esperança.
Não te consegui explicar o porquê de ter perdido a esperança, mas agora parece-me bastante óbvio.
Nestes dias nunca és tu a mandar-me mensagem para começar conversa, se não for eu, nunca conversamos. E mesmo quando eu te mando mensagem ou paras a meio da conversa e nunca mais respondes ou nem sequer respondes à primeira...
Como queres que mantenha a esperança se tu não lutas pela nossa amizade? Se tudo indica que tu já desististe dela à muito, muito tempo?

Só gostava de ter a coragem de te dizer isto...

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Aconselhar



"Porquê que as pessoas que tem namorados vem sempre pedir conselhos às solteiras quando os seus relacionamentos estão mal?"
"Eu não sei... Até porque penso que se as pessoas solteiras realmente percebessem de relacionamentos talvez agora estivessem num e não tivessem falhado todos os seus relacionamentos anteriores."

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Com ou sem lágrimas?


"Eu desisti de chorar. Agora se o fizer não é a frente de todos mas sozinha nos meus sonhos."

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Porquê que não és casada?


- Tia, porquê que não és casada? Nunca amaste ninguém ao ponto de quereres casar com ela?
- Sim, minha querida. Amei. Mas nem sempre o amor resulta em algo bom, por vezes o amor magoa-nos de tal forma que não conseguimos voltar a amar outra pessoa.
- Então essa pessoa que te magoou, ainda a amas?
- Muito.
- E onde está ela agora?
- Casada com o amor da sua vida.

Escusado será dizer que eu sou a tal tia magoada... Eu e os meus sonhos estranhos...
O que será que este sonho significa?

terça-feira, setembro 20, 2011




Minha querida J.,

Hoje fazes 18 aninhos ;D uma idade tanto bonita como feia.
Queria escrever um texto sobre tudo o que eras para mim, mas é tão difícil descrever a nossa amizade… Procurei algo que o pudesse demonstrar e encontrei algo que simplesmente nos retrata muito bem:

“Não sou boa de datas, vou dizer que “um dia” nos conhecemos e, acredita, esse dia foi o mais especial de todos. Foi o dia em que conheci uma rapariga brilhante e até agora estamos juntas. A cada dia que passa sinto que o que há entre nós vai crescendo, e muito! Bem, conheci-te, e isso foi a melhor coisa que me podia acontecer na vida toda, melhor amiga!


Agora, neste preciso momento está a dar-me um “flahsback” e estou a lembrar-me de todos os momentos que já passámos juntas, pelos sorrisos verdadeiros, as trocas de olhares nas aulas, os risinhos estúpidos que damos sempre que estamos juntas, estou a lembrar-me das chapadas que nos damos, das figuras parvas que fazemos no shopping, até me estou a lembrar do primeiro “amo-te”, do primeiro abraço, do primeiro beijinho, vê lá tu! Entre muitos outros momentos destes... São momentos destes que marcam a nossa história que vai para além do imaginário, minha melhor amiga!
Conhecemo-nos TÃO bem, ninguém me conhece melhor que tu, acredita! Sabes tudo de mim, sabes os meus segredos, os meus maiores medos, os meus sentimentos, os meus sonhos, TUDO ...


Eu preciso de ti como a comida do sal :b (sim, apeteceu-me ser podre xD)
Eu hoje só te posso dizer obrigada por tudo o que já fizeste por mim e o que continuas a fazer, tenho de te agradecer por estares presente na minha vida, enfim, tenho de te agradecer por tudo e mais alguma coisa! Já não sei viver sem ti, acredita que não, se um dia nos separarmos, eu irei mover céus e terras só para estar contigo, para te poder abraçar! Um dia ensinaram-me uma coisa: a amizade verdadeira pode ser eterna. E como a nossa é verdadeira, é eterna, melhor amiga *.*


Mesmo não estando contigo SEMPRE, eu estou a pensar em ti, se estás bem, e etc...
Posso te pedir uma coisinha? É uma coisa muitos simples, a sério que é! Fica comigo para sempre, ficas? Eu prometo que não te magoo, por favor, ficaaaaaaaaaaaaa, melhor amiga :$ eu amo-te de uma forma tão intensa, tão forte, tão especial, opa, não te sei explicar :x


És uma criatura que me faz TÃO bem, que me deixa TÃO feliz, que me faz ser feliz como sou (L) és das únicas que me mostra que gosta mesmo de mim, que me quer mesmo bem...
És a minha melhor amiga, e eu sei que nunca ninguém vai ser capaz de te tirar de mim, de te tirar de dentro de mim! Gosto de ti como és :)


É difícil de olhar para trás e não querer relembrar os nossos momentos ;D Para mim és como uma irmã de alma e coração! São as manhãs, as tardes e as noites que passo contigo, e tudo tem muita mais piada quando estou contigo!


Olha, muita gente acha que és uma cruz que carrego, mas estão MUITO enganados porque não és nenhuma cruz, és uma pessoa, e NÃO ÉS EM FORMA DE CRUZ para eu te carregar às costas, mas és uma melhor amiga que muita gente sonhava ter mas não tem, quem te sou EU! Muahahaha (a).


Acho incrível a forma de como nos damos tão bem uma com a outra, a forma como às vezes embirramos uma com a outra sem ter razão nenhuma, a forma como a sinceridade entre nós ultrapassa tudo! Se não existisses, terias de ser inventada, a sério que sim xD


És um anjo da guarda que está sempre lá quando mais preciso, por muito que as coisas tenham corrido mal, está sempre lá para mim, para me aturares, nunca me deixas sozinha em circunstância nenhuma!


Talvez eu não consiga expressar as palavras certas, descrever o que tem de ser descrito, apenas só te sei dizer que não precisamos de textos, de mensagens, de fotos, de perfis de internet, de nada! Só precisamos de nos ter uma à outra, sem qualquer obstáculo ou barreira!


O meu único desejo é ter-te sempre a meu lado, melhor amiga!
Quero que repares que neste texto te tenho chamado inúmeras vezes de melhor amiga, só para saberes que és mesmo! (eu sei que sabes :p)


És tu, és tu que em todos os momentos estás lá, e em vez de me secares as lágrimas, nunca as deixas cair e é isso a melhor prova de amizade que alguém pode dar :$


Acredita que hoje ainda vai ser melhor que ontem :’D


És uma pessoa que eu percebo que sempre valeu a pena lutar.
Olha, as críticas não te podem deitar abaixo porque nunca ninguém vai conseguir ser melhor que tu, believe me! Tens uma vontade e força de viver, melhor amiga! Transmites-me muito disso, muito do que tens! Transmites-me tudo e mais alguma coisa!
Nem mil obrigadas chegariam para todos os sorrisos que já dei por ti e tu por mim *-*
Estás marcada em mim, irei levar-te sempre no pensamento, na alma e no coração +_+
Demorei uma hora a conhecer-te, mais ou menos, e só um dia para me apaixonar, mas levará uma vida inteira para te conseguir esquecer! *.*


Contigo aprendi que posso sempre ir mais longe, por muito difícil que seja!


Contigo posso ver tudo mais além :$


Se podia viver sem ti? Poder, até podia, mas não era a mesma coisa (a).

AMO-TE COMO SE NÃO HOUVESSE UM AMANHÃ, MELHOR AMIGA ! «3.”

Isto é apenas uma mínima percentagem daquilo que sinto por ti, daquilo que eu acho impossível dizer por palavras.
Nada, nem a distância nos vai separar.
Forever Sisters, Forever Hybrid, Forever BFF *


Muitos Parabéns :D 

sexta-feira, setembro 09, 2011


"Quem diria que o tempo iria passar tão rápido. Ainda me lembro de estares à minha beira no balneário (das raparigas !XD) com a tua mãe a vestir-te quando tinhamos 3/4 anos, do primeiro dia de aulas do primeiro ano contigo a sorrires para mim e a dizeres "sim, ando contigo na natação" e de todos os anos seguintes. Quer dizer, realmente são muitos anos juntos! Tivemos as nossas zangas, tivemos momentos em que não nos "suportávamos", mas mantivemos sempre contacto. Soube desde o momento em que me começaste a contar os teus problemas que realmente era uma amizade para SEMPRE ! E vai ser que eu tenho a certeza ! Afinal de contas, uma amizade de 14 anos não se perde.

És um dos meus TUDO acredita *
ADORO-TE MANINHO !"


Lembro-me de escrever isto... Lembro-me perfeitamente da nossa amizade perfeita. Eras e és o meu maninho, mas agora mudaste. Apenas dás valor ao teu namoro...
Só digo que um começo de um namoro pode mudar tudo, inclusive uma amizade com a nossa... Abandonaste-me assim como toda a gente... 
E agora tornaste-me o teu google...
Mas lembra-te, um amor acaba, uma amizade é para sempre. E quando o teu namoro acabar, vais ver que devias ter pensado mais nos teus amigos.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Olá.
Sei que nunca irás ler isto, nem que o mundo acabe ou que eu morra, mas eu tenho que fingir que te digo tudo o que preciso. Para ser sincera não é muito difícil fingir pois na minha mente aparece o teu rosto como se ontem tivesse sido o último dia a ver-te, a tocar-te, a sentir-te e não há 7 meses atrás.
Dá para acreditar? Já passaram 7 meses e o que eu sinto por ti não se alterou nem um bocado, e de certa forma culpo-te um pouco por ainda continuar assim. Ainda me sinto tão magoada que quando sinto alguém a entrar por entre a barreira que construí a afasto constantemente e não me permito ser feliz.
Não o faço de propósito, mas sim inconscientemente. Da mesma forma como te desejo ter comigo e tocar-te todo o santo dia e ao mesmo tempo não querer por saber que me vais fazer sofrer, tal como toda a gente.
Antes de ti achava impossível amar e odiar a mesma pessoa, mas sim, isso é verdade. Agora não te odeio, já passei essa fase e acho que, mesmo afirmando isto anteriormente, só agora é que cheguei à fase de aceitação. Mas odiei-te. Odiei-te por não teres simplesmente designado a partir-me o coração mas sim dilaceras-te-o completamente. Odiei-te por teres começado a namorar com a Daniela e lhe dares tudo o que era suposto ser para mim. Mas sobretudo odiei-te porque mesmo com tudo o que se passou, o meu coração ainda pára quando te vejo, ainda sinto borboletas no meu estômago e ainda te amava, e amo.

Ainda não te perdoei por isso tudo, mas agora sinto que isto tudo vai acabar. Vou mudar de cidade para o ano, ou Porto ou Lisboa. Vou deixar de passar por sítios que me lembrem situações que passamos juntos, vou deixar de ver pessoas que me lembrem tudo o que conseguimos superar. E acho que agora posso mesmo dizer, e sinto mesmo, que espero que encontres tudo o que desejes e ainda mais. Como a canção diz: 
"And I hope you find it, 

What you're looking for
And I hope it's everything you dreamed your life could be
And so much more
And I hope you're happy, wherever you are
I wanted you to know that
And nothing's gonna change that
And I hope you find it"
(é impressionante como conseguimos encontrar uma música que diga aquilo que nós não conseguimos dizer?)
Mas o que desejo acima de tudo é perdão. Porque sei que também te magoei com as minhas frases secas e curtas. E espero sinceramente que, da mesma maneira que eu, tentes encontrar maneira de me perdoar.
Amo-te e amar-te-ei sempre, mas não muda nada.
Adeus e até qualquer dia.
Patrícia

quinta-feira, setembro 01, 2011


A diferença que senti desde que fui lá a última vez e desta foi simplesmente grande demais para achar que era possível. Éramos completos oposto...
Sabia que nos tínhamos afastado, mas tanto? E porquê?
Essa é a questão que paira na minha cabeça. Éramos unidos, um só... Eras-me um porto seguro, alguém que eu necessitava para viver... E eu pensava que tu sentias o mesmo, na realidade até mais...
Então porquê? Desististe de tentar porque sou demasiado danificada? Ou simplesmente fizeste como todos os outros e encontraste alguém melhor logo deitaste-me ao lixo? Ou pior... Fui eu quem te afastou?

domingo, agosto 21, 2011


Apanhei um grande susto quando o meu telemóvel tocou. Não estava à espera de nenhum telefonema pois aquela hora estavam todos ocupados ou em aulas ou no trabalho. E fiquei ainda mais assustada quando vi que era a minha mãe a ligar.
- Mãe, está tudo bem? - perguntei, mal atendi.
- Está, está. É só que o João Hugo está no Porto esta semana e queria encontrar-se contigo.
- Desculpa, quem?
- O João Hugo. Encontravam-se muitas vezes quando eram pequenos.
- Não me lembro...
- Não interessa. Dei-lhe a tua morada e ele disse que te mandava as indicações.
- Mas...
De repente só ouvia o pi pi do telemóvel. Tinha-me desligado na cara, não era possível!
Ainda estava a resmungar comigo mesma quando alguém me tocou à campainha. E foi a resmungar que eu fui atender. Não estava ninguém à porta, mas no meu tapete encontrava-se uma caixa branca gigante com um bilhete. Tudo aquilo me parecia um daqueles filmes americanos e não estou a gostar nada. Não mesmo. Especialmente porque não conhecia, ou não me lembrava, não importa, o autor disto tudo.
Abri o bilhete:
"Olá Patrícia.
Espero que ainda te lembres de mim e que não tenhas planos para hoje. Pelo menos a tua mãe disse-me que não.
Às 19h00 mando o meu motorista buscar-te.
Nunca deixei de pensar em ti.
Hugo.
P.S.- Espero que gostes do vestido. "
Isso é impossível. Se ele se limitasse a me conhecer talvez saberia que vestidos e eu é igual a piores inimigos.
Levei a caixa para dentro e pousei-a na minha cama. O que fazia agora com aquilo? Ia ter com ele ou não? Olhei para as horas. 17h45. Ainda tinha tempo para pensar, mas precisava de ajuda e ninguém melhor que a minha melhor amiga para isso, Joana.
Joana é a minha melhor amiga desde o meu 10ºano. E agora na universidade vivemos juntas na mesma casa, se bem que estudamos coisas completamente diferentes. Eu estou em Ciências Farmacêuticas e ela em Engenharia Mecânica. Não percebo bem como é que ela está nesse curso sendo tão rapariga. E ninguém percebe como é que somos melhores amigas sendo opostas, mas a beleza da nossa amizade está mesmo nisso.
Mandei-lhe uma mensagem com S.O.S e esperei pela resposta. Enquanto esperava fui abrindo a caixa. Lá encontrava-se um vestido preto, cai cai, largo, pelo joelho e com uma espécie de cauda, e ao lado uns saltos agulha mais altos que tudo o que eu conhecia. Decididamente não ia ter com ele. Não com aquele vestido. O telemóvel tocou. "Estou em exame. Mas o que quer que seja já sabes que é sim." era o que dizia a mensagem. É impressionante como ela sabe sempre que quando é S.O.S são coisas que eu digo imediatamente que não.
Bem, não perdia nada em tentar não é? Se não gostasse mandava uma mensagem para ela inventar uma desculpa e eu sair de lá rapidamente. Perfeito.
Fui tomar banho e vesti-me. Já estava tão diferente de mim mesma que decidi que o cabelo ia tal como estava, todo emaranhado. Não me importa o que ele diga sobre ele, isso sou eu mesma.
Quando desci estava um senhor com uma placa com o meu nome. Não podia acreditar, estava uma limusina à porta do meu prédio. E estavam todos os vizinhos a olhar. NÃO NÃO E NÃO!! Gossip Girl e 90210, tal e qual! E eu não quero ser uma Serena ou Naomi da vida não senhora. Foge. Vou fugir.
- Olá Patrícia. - uma voz grave soou ao mesmo tempo que ouvia a porta da limo a abrir.
Voltei-me para ele e analisei o seu rosto. Não me lembrava dele. E eu sou muito boa com rostos.
- Olá! - disse, e sorri.
- Estás linda. E adoro o teu cabelo. - disse-me, enquanto me cumprimentava e puxava para dentro da limo. Será possível que a única coisa que mostra quem eu sou ele tenha gostado? - Achei que como ainda é cedo para jantar podíamos ir a um café conversar... E como aposto que não queiras andar com a limo atrás de ti, podíamos ir a pé até ao restaurante, que é perto do tal café.
- Hum... Quão perto? - perguntei.
- O suficiente para não caíres nem te queixares dos pés. Andar com esses saltos não é fácil pois não?
- Pois. - respondi. Será que ele tinha pensado em tudo?
Ficamos calados por uns momentos. Sentia os olhos dele postos em mim, mas a única coisa que conseguia fazer era olhar pela janela e ver os prédios a passar. Mas chegou a uma altura que o silêncio se tornou constrangedor.
- Preferes Hugo a João e João Hugo não é? - perguntei, lembrando-me que ele apenas tinha assinado como Hugo.
- Foi por culpa tua. Disseste que João Hugo era muito comprido e que João havia muitos e passaste a tratar-me por Hugo.
- Oh... - não me ocorreu mais nada para dizer e voltamos ao mesmo silêncio.
Pelo canto do olho vi que ele queria falar, mas de cada vez que abria a boca voltava a fechá-la. Fez-me lembrar imenso como eu era antes. Antes de ter mudado e começar a ser uma pessoa que dizia tudo o que vinha a cabeça, coisa que estava a tentar evitar ao máximo fazer esta noite.
Antes que eu pudesse dizer que ele podia estar à vontade comigo e dizer tudo o que pensava, a limo parou e o senhor abriu-nos a porta. Olhei em volta. Vivia naquela cidade à 3 anos e nunca tinha passado por aquele café. Ou pelo menos nunca me apercebera dele.
Era bastante bonito e elegante, combinava com o meu acompanhante.
- É lindo. Nunca me tinha apercebido que existia este café aqui no Porto. - sorri-lhe.
- Achei que não. Geralmente os estudantes não vêm a este café por ser demasiado fino. E como te queria surpreender... - ELE COROU!! Não podia.
- Bem, conseguiste. Vamos entrar? - achei por bem incentivá-lo, visto que ele se tinha dado a este trabalho todo.
Enfiei o meu braço no meio do dele para o fazer sentir melhor. E vi-o a corar e a sorrir ainda mais. Entrou com convicção.
No momento em que entrei, percebi que não o devia ter incentivado a entrar. Devíamos ter ficado lá fora a conversar. A risada que se ouvia de dentro do café era uma risada muito bem conhecida minha e despedaçou-me o coração. Não podia ser ele... A minha sorte não me podia abandonar...
Olhei em frente e vi-o. Já não falava com ele desde 10 Fevereiro de 2011, já não o via desde 24 de Junho de 2011 e já não tinha notícias dele desde 22 de Julho de 2012, dia em que a minha melhor amiga fizera o exame de Física e Química com ele. E agora ele aparecia-me à frente, ele e o seu melhor amigo que me detestava e que eu também detestava, por sinal.
Baixei a cara ao passar por eles, mas reparei que Bruno, o melhor amigo, me observava. Preparava-se para me mandar uma boca pitoresca qualquer, como eles sempre fazia para as "gajas boas", quando me reconheceu. Bem, não reconheceu reconheceu, porque a cara dele mostrava incredulidade e confusão. Sim, porque eu não era a rapariga que namorara com o rapaz ao lado dele durante 8 meses. Mudara, física e psicologicamente, se bem que ele apenas estava a ver a parte física.
As mudanças encaixavam em dois pontos. Primeiro, antes era gorda, agora emagrecera graças à entrada na universidade. Não recorrera a nenhuma doença tipo anorexia ou bulímia nem nada do género, apenas o stress de não me conseguir integrar. Sim, porque uma pessoa que não se importava nada com a aparência (e ainda não me importo, atenção!), nunca na vida se encaixaria num mundo onde as aparências e os interesses económicos é tudo o que importa. E foi exactamente isso que me aconteceu. O segundo ponto, e talvez o fulcral na questão, eu vestia calças e camisolas completamente largas, quase como um rapaz. Bem, ainda continuava assim, mas verem-me com aquele vestido e aqueles saltos, também eu duvidava que me conhecia, mesmo se continuasse gorda.
- Diogo, aquela não é a Tita? - ouvi-o perguntar.
Eu já estava sentada e foi tão descarado que até o João Hugo se apercebeu. Eu encolhi-me.
- Vou pedir que eles nunca mais chegam. O que queres? - perguntou-me João Hugo. Demorei um pouco a responder porque reparei que o Diogo me reconhecera e não tirara os olhos de mim.
- Um café, por favor. - respondi, encolhendo -me ainda mais. Fora mais uma coisa que mudara em  mim, o café. Antes abominava café. Mas a necessidade de me manter acordada durante a época de exames, mais uma melhor amiga viciada em café, também me tornara viciada. - Sê rápido, por favor. - Não tenho a certeza se me ouviu, mas conseguiu ser rápido.
- Então, vais-me contar porquê que aqueles dois não param de olhar para nós? - perguntou João Hugo a sorrir. Aposto que lhe incomodava tanto quanto eu.
Dei um gole no café e disse:
- Prometes que não fazes juízos de valor nem nada parecido? - ele acenou. - Bem, o que está à esquerda chama-se Bruno. Basicamente não faz parte da história à excepção de me conhecer através do rapaz que está à direita dele. Diogo Armando Costa Pinto. Namorei com ele à 4 anos durante quase um ano, e desde então não namorei com nenhum rapaz. Em parte por medo, em parte porque... bem, não se esquece um namoro de quase um ano com um rapaz qualquer. Se bem que com ele foi assim. Ele acabou comigo no inicio do ano 2011, porque eu tinha ido numa viagem com os meus pais e não pude passar a passagem de ano com ele. Mas não conseguimos ficar muito tempo separados e uma semana depois voltamos. Mas essa segunda volta não durou muito. Tínhamos combinado estar juntos uma tarde, antes de ele ir para as aulas dele às 17h00 mas ele não apareceu. Eu tinha sabido na noite anterior pelo meu melhor amigo que ele passara as duas semanas em que estivemos separados com uma ex amiga minha e tive logo um mal pressentimento. Fui à escola ver se ele lá estava... E com quem o encontrei? Com essa minha ex amiga. Não estavam a fazer nada, mas eu senti-me completamente traída. Teoricamente e mentalmente sei que o que fez com que terminasse tudo com ele foi o facto de ter sabido na noite anterior esse facto, porque se soubesse logo no inicio por ele ou se nunca tivesse sabido, provavelmente apenas teria ficado chateada com ele... Mas acabei. Uma semana depois pediu para falar comigo para resolvermos as coisas. Disse-me que eu estava a fazer uma tempestade num copo de água e essas tretas todas, mas eu estava muito magoada... No dia seguinte assume uma relação com a que presumo ser a namora actual dele. - falara muito rápido e sem pausas e por vezes atropelava as palavras. Só quando me calei é que me apercebi que tinha falado demais. - Desculpa, acho que precisava de desabafar...
- A meu ver, tiveste razão. E pelas atitudes, o culpado de tudo foi ele, não tu. E devo dizer que ele é um estúpido, pelo que relataste agora. - respondeu o João Hugo a sorrir. Reparei que não estava a dizer isso só por dizer, porque os seus olhos mostravam raiva perante o relato e olhavam de canto para o Diogo. Ia começar a defendê-lo, mas achei que seria rude demais para com o João Hugo, uma vez que se mostrava tão preocupado comigo.
Bebi o resto do café de uma só vez e levantei-me.
- Vamos embora? - perguntei-lhe a sorrir e peguei-lhe na mão.
Quando passei pelo Diogo ouvi-o sussurrar-me algo como "tu não eras assim", mas não liguei e segui caminho. Quando cheguei lá fora, respirei fundo e comecei a caminhar.
- Ora bem, vamos para o restaurante! -  exclamou João Hugo. Vi que ele estava visivelmente contente e indicou-me o caminho.
Já não tínhamos o silêncio constrangedor no meio de nós. Falávamos como se fossemos velhos amigos. Acho que foi por lhe ter contado o que mais me angustiava neste mundo que fez com que ele se sentisse mais à vontade comigo, o que me fez sentir bastante bem. Ele era bastante interessante, simpático, educado e tinha bastante humor, fazendo-me rir muito. E é sempre bom quando um rapaz nos faz rir. Contou-me a sua vida. Tinha estado em França até ao ano passado e este ano viera estudar para Lisboa. Estava a estudar Medicina e deu para fazer equivalência das cadeiras. Orgulho, sentira orgulho nele, não sabia bem porquê.
Estávamos a chegar ao restaurante quando eu vejo Joana com o namorado, Paulo. Joana tinha-se saído muito bem nessa área, como eu lhe costumava dizer. Paulo era lindo de morrer, afinal, era praticamente sósia do Kellan Lutz, a paixoneta famosa de Joana.
- Hey! - chamei. João Hugo parou de andar para ver com quem eu estava a falar e Joana e Paulo olharam para mim.
Joana veio a correr com os olhos super esbugalhados.
- OH MEU DEUS! Quem és tu e o que fizeste à minha melhor amiga? Quem é que te conseguiu vestir um vestido e uns saltos ao invés daquelas camisolas todas rokeiras, calças de ganga e sapatilhas sujas?
- Obrigadinha Joana. - disse, revirando os olhos. João Hugo riu-se ao meu lado chamando a atenção de Joana.
- E QUEM É ESTE? - perguntou.
-Eu já estava a chegar aí se não te pusesses as denegrir a minha imagem. - disse a rir-me. - Joana e Paulo, este é o João Hugo. É um amigo de infância que está aqui para me visitar. Hugo, esta é Joana, a minha melhor amiga e Paulo o namorado dela.
Todos se cumprimentaram e trocaram palavras amistosas.
- Tííh, não quero dizer nada, mas porquê que o Diogo está atrás de ti? - murmurou Joana ao meu ouvido.
Olhei para trás. Não podia acreditar! Ele seguira-me o tempo todo desde o café até aqui! Aquele traste estava a precisar de ouvir das boas!
Virei o meu corpo de modo a por-me em direcção a ele, mas Joana impediu-me.
-Ignora. - disse-me, baixo. - Então, o que estão aqui a fazer.
-Vamos jantar aqui. - respondeu João Hugo.
- Oh, nós também!! - respondeu Joana quase aos saltinhos. Vi no seu olhar o que ela sempre sonhara: um encontro a dois.
- Porque não jantam connosco? - perguntou João Hugo e eu olhei para ele. Aquela questão era genuína, não havia nada por detrás daquele pedido. Nunca nenhum rapaz antes fizera isso com a Joana e com Paulo.
- Perfeito! - disseram Joana e Paulo em uníssono.
Antes de entrarmos no restaurante dei uma última olhadela para trás e o Diogo ainda lá continuava. Se lá estivesse quando saíssemos ia falar com ele, decidi. Sentámo-nos e pedimos. João Hugo falava com todos ao mesmo tempo, sem deixar de me dar atenção. Incluía sempre todos em tudo o que dizia especialmente a mim. Tenho que admitir que me sentia especial. Por vezes ele punha a mão por cima dos meus ombro ou na minha perna, se bem que quando punha na perna corava e desviava logo, apenas para eu sentir a presença dele.
E foi apenas nesta altura que eu olhei para ele. Não olhar apenas, olhar com olhos de ver. Do nada comecei a vê-lo com outros olhos. Ele era bem lindo, não percebera como não repara nisso. Tinha olhos cor de mel com um brilho intenso, um sorriso espectacular, um rosto bem formado e delineado... E bonito. E era também podre de bom! Sentado a camisa colava-se à barriga e notava-se os abdominais bem definidos. Aposto que era atleta.
Borboletas apareceram na minha barriga. E não era por ele ser lindo, era pelo conjunto de factores. Não acreditava no que estava a acontecer... E não queria que isto acontecesse. Ele estava em Lisboa e morava em França. Lindo, obrigada mais uma vez por me quereres ver com o coração quebrado!
Quando saímos do restaurante já nem me preocupei em ver se o Diogo ainda lá estava e fiz o que faço melhor, comecei a actuar. Comecei a fingir que não se passava nada, que não tinha descoberto que me estava a apaixonar pelo João Hugo, que não ia sofrer mais uma vez. E foi a rir que fiquei o resto do caminho para casa.
Mal chegamos, a Joana e o Paulo subiram, deixando-me a mim e ao João Hugo sozinho cá em baixo. Vinha a parte pior.
- Bem, gostei muito desta noite, apesar de me teres feito sofrer imenso dos pés. - disse, a rir-me.
- Eu adorei esta noite toda. Desde as conversas, os teus amigos e principalmente estar contigo. - Agarrou-me  a mão e puxou-me para ele.
Mais uma vez a frase "Filme de Hollywood" ocorreu na minha mente. Realmente esta noite toda tinha sido como um filme romântico de Hollywood. Mas eu tinha que parar. Tinha que parar antes que fosse tarde demais.
- Não... - murmurei, afastando-me.
-Porquê? - perguntou. - Pensei que talvez sentisses o mesmo...
- Lembraste da história do Diogo? Não aguento. Sim, sinto borboletas no meu estômago neste momento e desejo isso tanto quanto tu. Mas tu não estás aqui para estar comigo o tempo todo. Tu estás em Lisboa. E podes voltar para França. Se o beijo ocorrer o sentimento vai aumentar e eu não posso voltar a ter o coração partido, porque desta vez morro mesmo... - ao acabar entrei no meu prédio e fechei a porta.
Ainda o senti a esperar que eu me voltasse para ele ou abrisse a porta. Esperou e esperou, mas eu mantive-me impávida e serena de costas para ele. Senti o momento em que ele se foi embora e foi só aí que abri a porta para apanhar ar e comecei a chorar. Já estava a chorar baba e ranho quando senti alguém ajoelhar-se à minha beira.
- Desculpa, acho que não me apercebi o quão sofreste quando acabamos... - olhei para cima e estava lá o Diogo com um lenço na mão o que desencadeou uma nova de choro.
Ele abraçou-me e deixou-se ficar ali comigo. Apenas como se fosse meu amigo, como se nada de mal se tivesse passado connosco e tivessemos regressado ao dia 22 de Janeiro de 2010 quando nos conhecemos e nos tornamos amigos.
Quando melhorei olhei para ele.
- Eu desculpo-te, mas vai-te embora. Eu sei agora que não te amo, mas ainda desejo ser tua amiga. Mas sei perfeitamente que isso não funciona connosco, nem vai funcionar. Não fomos feitos para ser amigos. Se me amas como amigo não fiques, nem fales comigo, pois isso ainda me vai fazer sofrer mais.
- Eu entendo. E serás sempre aquilo que eu tive de mais perto de ser uma melhor amiga.
E foi-se deixando-me novamente sozinha.
Subi e dirigi-me ao meu quarto. Joana percebeu que não devia ir ter comigo e manteve-se na sala com o seu namorado. Amanhã conto-lhe o que tinha acontecido. Agora não dá.

                                                           ********************

-WOW! A SÉRIO? NÃO ACREDITO! - Joana exclamou com os seus cereais na boca quando acabei de lhe contar tudo o que se passara ontem à porta do prédio. - Pelo menos deste o final que sempre querias à tua história contigo e com o Diogo.
-Sim, agora sei que pelo menos essa parte de mim não vai acordar mais. - realmente era um alívio. Acho que finalmente iam acabar os pesadelos com o Diogo.
- E quanto ao Hugo?
- Quanto ao Hugo não há nada a fazer. É continuar. Não fizemos nada que me marcasse o suficiente para acontecer o mesmo que aconteceu com o Diogo. Eu impedi. E como não o vou voltar mais a ver, a paixoneta vai-se num instante. Tal como a paixoneta pelo Taylor se foi. - Sorri-lhe. E era um sorriso sincero, o que estava a dizer era mesmo verdade. - Agora, butes para a universidade!!
Saímos as duas porta fora e no final do dia, a noite de ontem parecia que não passara de um sonho.


Acordei desesperada. Aquele sonho realizou o que eu mais quero nesta vida, um final na minha história com o Diogo. Pode ser que aconteça, pode ser que não. Não me importava que se tornasse realidade. Uma coisa é certa, não espero mesmo esquecer o meu TAYLOR *-* (I LOVE YOU FOREVER TAY <'3)

segunda-feira, agosto 08, 2011


Não posso acabar com todos os teus problemas, dúvidas ou medos, mas posso ouvir-te. Não posso impedir que caias, mas posso oferecer a minha mão para te ergueres. As tuas alegrias, triunfos, sucessos e felicidade não me pertencem, mas os teus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens. Não posso decidir por ti, mas posso apoiar-te. Não posso salvar o teu coração de ser partido pela dor, mágoa, perda ou tristeza, mas posso chorar contigo. Não posso dizer-te quem és ou como deverias ser, mas posso dar-te o que tenho de melhor: a minha AMIZADE.

Para todos os meus amigos um sincero e eterno OBRIGADA.

AMO-VOS  

Antiguidades a aparecer novamente s:


Sexta-feira, o melhor dia da semana. Não só porque é o último dia de aulas, como também porque todas as minhas melhores amigas almoçam comigo. E esta não foi excepção.
            Eu, a Lipa e a Kah não almoçavamos na cantina, mas como as outras sim, acompanhamo-las. Na fila da cantina encontrava-se ELE. Rafael Vieira Oliveira, o meu AMOR. Pena que ele não goste de mim, tenha namorada e seja um completo estupido, mas quem escolhe quem amamos? Bem, eu não.
            No preciso momento em que nós as três arranjamos mesa, nos sentamos e nos pusemos a conversar, Kah dá um berro baixinho.
            _Tih, olha quem está ali sentado. - sussurou-me
            _Hm, ngm ? - perguntei, pois apenas via mochilas na mesa a nossa frente. Foi então que reparei. A mochila era a DELE. _ Bolas Kah. Eu disse que deviamos ter sentado na outra mesa.
            _Agora deixa tar. Já nos sentamos.-disse Lipa.
            Eu pus-me a observá-lo. Ele estava na fila, todo sorridente e com os amigos. O brinco que usava hoje notava-se imenso, e ficava-lhe simplesmente PERFEITO. De repente ele olha para trás e também me observa. Sussura qualquer coisa ao melhor amigo, Ricardo, e volta a olhar para trás. Para ser sincera, o facto de ele e Ricardo serem uns colões ja me começa a irritar, mas eu preciso de me controlar.
            Inspirei tres vezes e acalmei-me. Ele saiu da fila e sentou-se mesmo a minha frente. Depois Ricardo, e por fim uma rapariga qualquer e um outro rapaz. Conversavam bastante alto, e eu não pude deixar de escutar. Falavam de um teste qualquer que tinham tido. Depois de um professor qualquer.
            As minhas amigas chegaram, mas não lhe liguei muito. O meu ouvido e mente continuava na conversa deles.
            _Ó Rafa, já viste quem está atrás de ti? - sussurou Ricardo, mas no entanto eu consegui ouvi-lo.
            _Ya. Estas gajas também estão sempre a seguir-me meu. - berrou , ou quase, o Rafa. Parecia até que tinha feito de proposito. De qualquer das maneiras isso tirou-me do sério. Não admitia que andasses a mentir sobre mim ou as minhas amigas. Levantei-me num rápido, deixando cair a minha cadeira ao chão. As minhas amigas olharam para mim e o Ricardo também, mas antes que pudesse avisar o Rafa, eu já tinha chegado a beira dele.
            Coloquei a minha mão com força na mesa dele e ele olhou para mim directamente nos olhos pela primeira vez.
            _Ouve lá, e q tal parares de inventar cenas ?
            Ele não falou, ficou apenas a encarar-me.
            _O gato comeu-te a lingua foi? Então não fales, mas vais ouvir-me. Eu aceito na boa que inventes coisas sobre mim, mas não metas as minhas amigas ao barulho. Elas não têm nada a ver com o assunto. Para além disso, eu nao te sigo, apenas dou voltas à escola, VOLTAS ENTENDES? E os caezinhos também ja me irritam. Vais sempre atrás dos outros e os outros atrás de ti. E para de ser COLÃO. Se quiseres tira uma fotografia que dura mais tempo. - não sei como ganhei coragem para dizer aquilo tudo, mas que disse, disse. Voltei-me de costas para ele, e quando me preparava para ir embora sinto um braço a puxar-me.
            Ele também se tinha levantado e agarrou-me pelos ombros, encostando-me à parede. Estava mesmo a aleijar-me e eu nem pensei duas vezes. Levantei os meus braços e com toda a minha força levei-os contra os dele, libertando-me e agarrando os deles atrás das costas dele.
            _ Eu não sou uma rapariguinha indefesa a quem podes fazer qualquer coisa. Eu sei karaté, logo aconselho-te a não te meteres comigo. - sussurei-lhe ao ouvido. Ele estava com uma expressão de imensa dor, então larguei-o e continuei o caminho para fora da cantina, deixando, tanto as minhas amigas como o grupo deles totalmente espantado.
            Dei várias voltas à escola sozinha, com algumas lágrimas a escorrer-me. Quando me reencontrei com elas já tinha conseguido parar de chorar e ja estava de novo toda contente. Elas aplaudiram o meu acto e continuamos a andar e a rirmo-nos de tudo o que se passava.
            Decidimos ir para o portão esperar pelas raparigas da nossa turma. Rapidamente nos apercebemos que não tinha sido lá grande ideia, pois ELE estava lá. A primeira coisa que eu fiz foi virar-me de costas para ele, mas sentia os olhos dele colados nas minhas costas e sentia que ferviam de raiva.
            _Ele está a vir para a sala. - avisou-me Kah. Olhei para ele e cruzamos olhares. Os meus transmitiam pena, por ele ser assim, e um bocado de tristeza. Os dele completa raiva. Tinha acertado.
            Ele parou na porta da sala dele, infelizmente a primeira da escola, logo à beira da porta de entrada. Tocou e eu comecei a andar para a minha. Quando passei por ele só vejo um pé a aparecer de repente. Não tive tempo de raciocionar e ele fez-me uma rasteira. Não podia por as mãos no chão para aparar a minha queda, então gritei e levei as minhas mãos aos meus olhos.
            Estava a espera de sentir uma grande dor, mas nada aconteceu. O corredor calou-se todo. Estranhei isso e então abri os olhos. Eu encontrava-me de pé, um centimetro à frente do Rafa. Olhei para ele e para as minhas amigas sem entender nada. Elas sussuraram um depois explico e eu continuei a andar com todos os olhos em cima de mim.
            Depois só oiço a Kah a sussurar:
            _ Eu bem disse que eras descendente de gatos.

E acordei ...

quarta-feira, julho 13, 2011


Por mais que me querias destruir não o vais conseguir. Sei que não tens a razão do teu lado e que estás a agir como alguém que eu como amiga, pois foi desse tipo de pessoas que eu andei a fugir o tempo todo, que andávamos a fugir o tempo todo.
Mas agora mostras a tua verdadeira cara.
Esquece. Vitimizares-te não me vai fazer mudar de ideias, pois o meu coração tornou-se frio como o gelo e inquebrável como o diamante. Queres saber porque? Por causa de pessoas como a que tu hoje te tornaste.
Se ainda respeitas, nem que seja um pedaço minúsculo, a nossa amizade, pára com os fingimentos e mostra quem realmente és por atitudes frontais, não por atitudes escondidas e por apunhalamentos nas costas.
Com isto tudo apenas estás a conseguir uma coisa, apenas estás a conseguir fazer com que eu deixe de acreditar de vez nas pessoas.
Estás satisfeita? A parte que ainda estava sã, a única parte de mim que estava intacta tentaste quebrá-la, mas eu apercebi-me a tempo e ergui-a! E posso dizer com todas as certezas que estou mais forte e que agora ninguém, nem tu, nem ele, a vai derrubar! Nem sequer tentar. Pois reergui as barreiras que nunca devia ter posto de lado.

Who do you think you are?

terça-feira, julho 12, 2011

Será assim tão difícil perceber que quando uma pessoa quer espaço e não responde às coisas é porque realmente não quer falar? Não te respondo às sms porque estou sem sms e não te atendo o telemóvel porque realmente não quero falar contigo. Porque sei que se falar contigo agora vou dizer coisas que provavelmente me vou arrepender. Eu pedi desculpas pela maneira como te tratei, porque sei que foi de mais. Não te desculpei pelo que fizeste. E deves saber que isso realmente não é coisa de se fazer a uma amiga, muito menos a alguém que se considera irmã. Para já, deixa-me, dá-me tempo. Talvez depois te consiga perdoar, mas para já, ainda é tudo muito recente e a traição ainda é grande. Por isso, por favor, para de insistir e da-me tempo. Se realmente me consideras tua amiga, tua irmã, deixavas de insistir, percebias o que estou a sentir e dar-me-ias tempo. Se realmente me conheces como achas que conheces sabes que quando estiver preparada falarei contigo. E se realmente fores minha amiga esperaras. E não, não te ligarei, pelo menos para já. Estou a mandar isto porque acho que passaste um pouco dos limites e desceste um pouco baixo ao ires pela minha mãe, e mais uma vez remeto para a parte de que se me conhecesses realmente saberias que como estou magoada preciso de espaço, não de pressão,

quarta-feira, julho 06, 2011

J: "Mas em relação aos do Diogo, eu de certa forma sempre soube o que sentias, mesmo sem o dizeres ou escreveres... Tu reagiste de maneira diferente quando foi com o Pipo e isso nota-se. Com o Diogo ficaste muito mais magoada e para quem esteve lá a diferença é notória."

T: "Com o Diogo foi mais intenso, foi mais tempo e exigiu e eu dei muito mais de mim. O Diogo queria-me sempre lá, ele pedia por mim. O Pipo por vezes ficava o fim de semana sem me falar, com o Diogo havia uma necessidade de estar com ele, uma necessidade de o ter comigo, de sentir o cheiro dele para me sentir segura... E o sentimento foi mais forte..."´

J: "Nota-se bem isso. Mesmo tu eras muito dependente dele, e se eu sempre vos defendi enquanto as outras o acusavam de te tornar numa anti-social foi porque sabia que precisavas dessa proximidade. Talvez e soubesse o que sei hoje, não teria apoiado tanto e talvez te poupasse algum sofrimento."

T: "Não posso negar o que passei com ele. Foram momentos de grande felicidade e sei que um dia, por mais longínquo que esteja, um dia vou relembrar esses momentos com um sorriso na cara e saber que eles me fizeram crescer e me tornaram em quem  sou hoje. Sim, agora estou completamente de rastos e a colar o coração peça a peça, e sei que nunca mais vou ser a mesma, mas é devido a ele que estou mais forte e mais consciente da vida. E quando tudo passar, vou-lhe  agradecer."

J: "Sim, vai demorar... Há pessoas que só passando anos lhe perdoamos e agradecemos por tudo o que nos fizeram. Mas também sabes que não estás sozinha, e este não é um caminho a percorrer sozinha. E não é só por eu ser a tua M.A.... Mas também por ser incrivelmente chata e difícil de aturar u.u"

É por estas e por outras que és a pessoa mais especial para mim, aquela com quem eu posso sempre contar e que me ajuda em todos os momentos. 
AMO-TE MELHOR AMIGA *


"Quando tiver filhos e um deles me perguntar "Mãe, quem era a tua melhor amiga?" eu espero poder dizer "A tua madrinha"."

segunda-feira, junho 27, 2011

P: "Tipo... Eu às vezes fico a olhar para isto sem saber o que dizer porque fico mesmo sem palavras... És incrível Tih, nunca conheci alguém da minha idade como tu, e por cauda disso tornaste-te tão especial, que tive de dizer isto agora enquanto posso e tenho oportunidade para dizer. Consegues estar sempre presente com uma importância tão grande mesmo sem estar aqui fisicamente, que as vezes fico com uma enorme vontade de estar perto de ti, para pelo menos poder exprimir-me melhor do que estar sempre a escrever por telemóvel. Sinto que se podia fazer as coisas de maneira diferente sem problemas, mas calhou de assim não ser... Portanto quero que saibas o quanto importas para mime que nunca te esqueças que tens amigos com quem contar quer estejam perto, quer estejam longe"

T: "Tu já és um dos meus melhores amigos, alguém com quem já não sei viver sem. um porto de abrigo."

terça-feira, junho 21, 2011

Não sou como as raparigas da minha sociedade. Nem remotamente parecida.
Não uso camadas atrás de camadas  de maquilhagem para esconder a minha verdadeira cara, não saiu todas as noites nem todas as tardes, não namoro com o primeiro rapaz que me apareça à frente nem me visto de acordo com a última moda ou como a "rainha" da escola.
Não! Eu prefiro ser original.
Prefiro a minha cara de todos os dias, as minhas roupas largas à "rapaz", assistir um bom jogo de futebol, ler um bom livro ou ficar no computador. Prefiro ter sentimentos e apaixonar-me indefinidamente por um rapaz, mesmo que ele não faça a mínima ideia que eu existo.
Queres gozar? Força. Pelo menos não sou uma cópia barata de todas as outras.
Sou diferente. Sou eu mesma!


"You can buy your hair if it won't grow, you can fix your nose if you say so, you can buy all the make-up that M.A.C can make. But until you look inside you, and find out who am I too, you will never find reasons to make me feel so damm unpretty"

domingo, junho 19, 2011

Um Pesadelo tornado Realidade


Enquanto percorro o caminho sinto que algo está mal, que alguém está completamente destroçado... Mas quem?
Caminho em direcção à casa dele. Depois de ver se ele está bem passo para os meus amigos. Mas ele é o mais importante e é dele que este pressentimento vem.
A porta está aberta, o que não é nada normal. Entro cuidadosamente e agarro numa jarra que está na mesa não vá estar alguém que me possa fazer mal.
De repente, oiço risos. Um riso é dele, o outro é-me familiar... Sinto um aperto.
_É bom não é? Sem ela saber. - a voz dele fala e percorrer o corredor. A voz provêm da porta do quarto dele.
_É! Sabe tão bem enganá-la. É tão ingénua! - desta vez é a voz familiar.
Mais um aperto. Era como se o meu coração acabasse de se tornar em mil pedaços sem possibilidade de reconstrução. Foi então que me apercebi que o pressentimento não era por ele, mas por causa dele. A voz da pessoa que se encontrava com ele era aquele que ele tanto jurava que odiava.
Corri dali para fora, deixando cair o vaso que estava na minha mão. Prometi a mim mesma que não iria chorar, que não lhe iria falar e que não me ia preocupar com ele. Tinha um exame muito importante pela frente e era nisso que me ia concentrar. Todos os momentos livres seriam passados na explicação. E é para lá que me dirijo neste momento.
Sai da explicação e encontro-o à porta
_Porque não respondes às sms's? Nem atendes o telemóvel? - pergunta.
Dou meia volta para não o encarar. Ele agarra-me o braço.
_Que foi?
_Não encontraste nenhum vaso partido? - pergunto.
Ele larga-me. Percebi logo que ele tinha chego onde eu queria.
_Descul...
_Não quero as tuas desculpas. - repondi calmamente.
Vou-me embora, afastando-me dele. Agora as lágrimas percorrem a minha face.


É impressionante como o sexto sentido da mulher nos consegue avisar antes que as coisas aconteçam. Agora, aprendi a dar-lhe ouvidos.